segunda-feira, 22 de maio de 2017

Vacinação contra a gripe termina nesta sexta

2017-05-22 12:36:00 - Jornalista: Equipe Secom
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Imagem de rapaz sendo vacinado
Foto: Guga Malheiros
Estão disponíveis 35 postos de vacinação distribuídos na área urbana e região serrana
A vacinação contra a gripe H1N1 (inflenza) termina nesta sexta-feira (26). Em Macaé, até o final da última semana, foram aplicadas 33.554 doses. Podem se vacinar crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas - todas as mulheres no período até 45 dias após o parto -, trabalhadores de saúde, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, além de professores da rede pública e particular. Estão disponíveis 35 postos de vacinação distribuídos na área urbana e região serrana.
De acordo com informações da gerência de imunização da Secretaria de Saúde, até sexta-feira (19), foram imunizados contra a gripe: crianças, 71,82%; trabalhador de saúde, 75,40%; gestantes, 47,62%; puérperas, 67,18% e idosos, 85,91%.

Já os pacientes que possuem doenças crônicas devem apresentar prescrição médica, como receituário ou encaminhamento - cópia e original - na hora da vacinação. Na oportunidade, os moradores da região serrana também poderão se vacinar contra a febre amarela, para isso é necessário levar comprovante de residência.

Contraindicações - A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Em doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

Confira os postos de vacinação:

  1. Casa da Vacina (Rua Antero Perlingeiro n° 76, Centro);

  2. Pronto Socorro Aeroporto (Rua Curuncango S/Nº - Parque Aeroporto);

  3. Ajuda A (Rua nove s/n°);

  4. Ajuda B (Estrada do Incra s/n°);

  5. Ajuda C (Rua Projetada 1 s/n°);

  6. Aroeira (Rua Eucaliptos 184);

  7. Aterrado do Imburo (Rua Principal s/n°);

  8. Barra A/B (Rua Calixto Fernandes das Neves, 355);

  9. Barra B (Rua Calixto Fernandes das Neves, 355);

  10. Barreto (Rua dois s/nº);

  11. Botafogo (Rua Lelita Sales, s/nº);

  12. Cajueiros (Rua Marcial Alves Moreira 51);

  13. Campo do Oeste (Av. Venezuela 132);

  14. Engenho da Praia (Av. Lagomar 122);

  15. Fronteira A/B (Rodovia Amaral Peixoto s/nº);

  16. Horto (Estrada do Horto);

  17. Lagomar A (Av. Quissamã s/nº);

  18. Lagomar B/C (Rua W18);

  19. Malvinas A/C (Rua Maria José Mahon Santos n° 1500);

  20. Malvinas B (R. Principal 656);

  21. Morro de São Jorge (Rua Abílio Corrêa Borges 182);

  22. Nova Esperança A/B (Rua São Mateus s/n°);

  23. Nova Holanda A/B (Rua Nove s/nº);

  24. Praia Campista (Rua Luiz Lírio do Vale, 158);

  25. Virgem Santa (Rua Estrada Virgem Santa, s/n°);

  26. Visconde de Araújo (Rua Leopoldino Araújo, 185 );

  27. Clínica da Família Imbetiba (Rua Dr. Luiz Belegard);

  28. Areia Branca (Estrada Areia Branca – S/Nº);

  29. Bicuda Pequena (Rua Principal – S/Nº, Bicuda Pequena);

  30. Bicuda Grande (Rua Principal – S/Nº, Bicuda Grande);

  31. Córrego do Ouro A/B (Av. Miguel Peixoto Guimarães s/n°);

  32. Frade (Rua Principal – S/Nº);

  33. Glicério (Rua Arquiteto Luiz Pinto s/n°);

  34. Sana (Rua Principal s/n°);

  35. Trapiche (Rua Comandante Gerson s/n°).

Temer diz que foi "ingênuo" e não é culpado pelo escândalo

AFP / EVARISTO SAO presidente Michel Temer, em Brasília, em 20 de maio de 2017
O presidente Michel Temer disse que pecou por "ingenuidade" ao receber o empresário Joesley Batista, que o gravou secretamente durante uma conversa, reiterando que não renunciará, porque isso seria admitir sua "culpa" no escândalo que atinge o país.
"Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento", disse Temer em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.
Temer recebeu Joesley Batista, dono da gigante alimentícia JBS, em 7 de março de 2017, por volta das 23H00 no Palácio do Jaburu, sem que o encontro constasse em sua agenda oficial.
A conversa foi gravada e enviada para a Justiça em um acordo de delação premiada. O STF abriu um inquérito sobre o caso.
O presidente é acusado de supostamente ter aprovado o pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha em troca de seu silêncio e de se omitir em denunciar o empresário.
Mas Temer não considera que esta omissão seja um crime: "você sabe que não? Eu ouço muita gente, e muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Confesso que não levei essa bobagem em conta. O objetivo central da conversa não era esse".
Afirma que quando Joesley insistiu para se encontrar com ele, pensava que era pelo escândalo das carnes adulteradas.
Assegura também que "não sabia" que o empresário estava sendo investigado. "O senhor não sabia?", surpreende-se o jornalista. Temer responde: "no primeiro momento não".
Temer voltou a negar os pedidos de renúncia: "eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa".

Defesa Civil emite alerta de ressaca

2017-05-19 16:25:00 - Jornalista: Julie Silveira
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Fotos do mar
Foto: Maurício Porão - Arquivo Secom
São esperadas ondas de 2 a 3 metros de altura
A Secretaria Municipal Adjunta de Defesa Civil faz um alerta à população para previsão de ressaca, nesta sexta (19), no período noturno, principalmente aos que vivem em áreas vulneráveis próximo à orla marítima, como na Fronteira. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), são esperadas ondas de 2 a 3 metros de altura.
As equipes da Defesa Civil estarão de plantão 24 h. Durante todo o período e em qualquer situação de emergência, a população deve ligar para (22) 2793-3846.

Prefeitura apresenta comissão para analisar implantação de ar-condicionado em ônibus

Da Redação - Agência Belém de Notícias - 22/05/2017 14:31

  • / TRANSPORTE / 22/05/2017 14:31

    A comissão vai analisar os possíveis impactos da implantação de ar-condicionado em ônibus da cidade


Na manhã desta segunda-feira, 22, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, instalou oficialmente a comissão que será responsável pela análise dos impactos e viabilidade da instalação de ar-condicionado na frota de transporte coletivo da capital. A posse da comissão ocorreu na sede da Prefeitura de Belém, Palácio Antônio Lemos. Os integrantes da comissão vão analisar, entre outros dados, os custos de implantação do projeto, possíveis impactos na tarifa e necessidade de renovação da frota.
A comissão é composta pelo promotor de justiça Marco Aurélio Nascimento, representante do Ministério Público do Estado; Erika Maestri, do Tribunal de Contas do Município (TCM/PA); Fábio Oliveira Moura, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA); Roberto Sena, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos (Dieese/Pará); César Meira, do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM); além do presidente da Câmara Municipal de Belém, vereador Mauro Freitas, e da titular da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Ana Paula Grossinho, que coordenará os trabalhos.
“Acima de tudo, o que queremos é manter a transparência, para que a população fique bem atenta sobre quais as consequências que podem vir a ocorrer na tarifa a partir da instalação desse ar-condicionado. Vamos preparar este estudo e levar os dados até a população através de uma audiência pública, que deve acontecer no prazo de 20 dias”, informou Ana Paulo Grossinho.
O prefeito Zenaldo Coutinho declarou-se a favor da implantação de refrigeradores de ar nos ônibus, visto que a capital paraense é conhecidamente uma cidade que apresenta temperaturas altas ao longo do ano inteiro. Porém, reafirmou a necessidade de que sejam discutidos com a população os possíveis impactos financeiros desta implantação. Atualmente, a Prefeitura de Belém abre mão de 3% do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) em prol do Sistema de Transportes da capital.
“A gente vive em um momento delicadíssimo das receitas públicas, sem condições de o Município dar mais contribuição diretamente do que já é dado. Por isso, a discussão é necessária para que a gente saiba o ônus e o bônus que um serviço com ar condicionado traz. A gente sabe também que esse ônus será maior ou menor dependendo da quantidade de ônibus envolvidos”, declarou Zenaldo Coutinho.
 O prefeito frisou ainda a possibilidade de não ocorrer aumento na tarifa, a exemplo do que ocorreu com a implantação do Sistema BRT, que é totalmente composto por ônibus com ar-condicionado, sem que isso tenha impactado custos adicionais a população.
“Se o número de ônibus envolvidos não for um número que afete o conjunto do sistema, não haverá aumento na tarifa, como citei na questão do BRT. Mas, se o número de ônibus for elevado, a gente tem que democratizar com a cidade, discutir isso. Hoje, nós temos a tarifa mais baixa do Brasil, mas não temos o melhor serviço. Nós queremos melhorar o serviço e temos que pensar na questão da tarifa”, afirmou.
A primeira reunião da comissão já está marcada para amanhã, 23, às 15h, na sede da Semob, onde será apresentado um primeiro estudo técnico já elaborado pela Semob. Para o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, os dados técnicos serão fundamentais neste processo para dar clareza e transparência.
“As decisões políticas têm que ser tomadas com base em dados técnicos, não podem ser tomadas de outro jeito. E acho muito boa a ideia da comissão, para que esses dados possam ser analisados e apresentados a população da forma mais transparente possível”, ressaltou o promotor.
O presidente da Câmara Municipal, Mauro Freitas, aproveitou a oportunidade para explicar o motivo de, duas semanas atrás, o projeto de lei que previa a implantação obrigatória de ar-condicionado na frota de ônibus da capital ter sido rejeitado pelos vereadores municipais.
“O projeto que foi apresentado à Câmara não apresentava estudo técnico, estudo de impacto na tarifa, não tinha nenhuma resposta que pudesse garantir o benefício para a população, tanto que o projeto foi rejeitado por 31 vereadores”, disse, garantindo que a formação da Comissão era a resposta que a Câmara precisava para dar continuidade ou não a implantação da frota de ônibus refrigerada.
“Nossa preocupação maior sempre foi o aumento da tarifa. Por isso, hoje, estamos muito felizes com o lançamento dessa comissão, que já terá sua primeira reunião amanhã, e, posteriormente, vamos convocar toda a população para participar durante a audiência pública”, concluiu.
Texto: Kennya Corrêa
Foto: Fernando Sette - Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)

ABESPetro: mudanças são decisivas para o setor de petróleo

2017-05-22 15:34:00 - Jornalista: Catarina Brust
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Foto de Gilson Coelho falando
Foto: Bruno Campos/Arquivo Secom
Secretário Executivo da ABESPetro, Gilson Coelho, fala sobre um novo ciclo de desenvolvimento de petróleo e gás
O secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), Gilson Freitas Coelho, vê as mudanças que estão sendo implementadas no setor de petróleo e gás como decisivas para o aquecimento do setor. "Essa era a principal proposta da nossa agenda e consideramos a mudança como fundamental para reativar a indústria de óleo e gás no Brasil", pontua. Para o executivo, ações adequadamente estruturadas podem restabelecer o patamar de investimentos das petroleiras no Brasil para cerca de US$ 40 a 50 bilhões e reduzir a dependência que o sistema de fornecedores tem do mercado nacional, mantendo-se empregos e a arrecadação no longo prazo.
Ativo no cargo de secretário executivo da ABESPetro - uma associação civil sem fins econômicos, fundada em 2004 - Gilson responde, nessa entrevista por e-mail, a diversas questões que permeiam o atual cenário de petróleo e gás nacional. "As medidas que já foram tomadas e estão sendo anunciadas reforçam a nossa certeza de que iremos vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento da indústria". As perguntas foram respondidas em meio à crise política que se abateu sobre o país na última semana.

Secom - Com o anúncio da descoberta do pré-sal, 10 anos atrás, o cenário era de otimismo, mas viu-se que vários gargalos impediram a concretização do Brasil tornar-se uma grande potência do setor de petróleo e gás. Quais as principais alterações que permitirão a atratividade do mercado nacional de petróleo para as grandes empresas do setor?

Gilson Coelho - Em maio de 2015, a ABESPetro elaborou uma Agenda Prioritária que teve como principal objetivo a retomada do setor de óleo e gás do Brasil. Destacamos cinco pontos que, se alterados, dentre outros, possibilitariam atrair com maior velocidade a retomada dos investimentos na indústria, a saber:

1) Extinção da obrigatoriedade do operador único no pré-sal;

2) Correção de distorção e ampliação da política de conteúdo local;

3) Anúncio do calendário plurianual de leilões referente aos três anos subsequentes;

4) Aprimoramento da Política de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação;

5) Prorrogação do prazo de vigência do Repetro.

Dentre esses pontos, avançamos na questão do operador único no pré-sal, na flexibilização do conteúdo local, no calendário plurianual de leilões (3 anos) com 10 rodadas em todas as áreas do pré-sal, pós-sal, campos maduros e unitização e nas regras de Política Industrial para o setor de P&G. Quanto ao Repetro, aguardamos a autorização do governo sobre o prazo de sua extensão.

Secom - Como a ABESPetro está vendo as mudanças implantadas desde novembro do ano passado, iniciadas com a extinção da obrigatoriedade da Petrobras ter participação de 30% em todos os consórcios vencedores dos leilões do pré-sal?

Gilson Coelho - Estamos vendo como decisivas para o aquecimento do setor, inclusive essa era a principal proposta da nossa agenda e consideramos a mudança como fundamental para reativar a indústria de óleo e gás no Brasil.

Secom - O anúncio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da retomada dos leilões, com cronogramas a longo prazo, entre outras mudanças, repercutiu positivamente para o mercado? Qual sua opinião e qual perspectiva que isso representa de movimentação financeira para o setor?

Gilson Coelho - Claro. Três grandes alavancas são estruturais para o estabelecimento de um setor resiliente no longo prazo:

1) A previsibilidade e regularidade de leilões atrativos para todas as petroleiras e em todos os ambientes operacionais mantêm em andamento a realimentação das curvas de declínio dos campos em operação.

2) A articulação de políticas de incentivo às exportações de produtos e serviços, como no modelo PEDEFOR (Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural), estimula as relações comerciais com o mercado global. O ponto chave em setores nos quais o Brasil apresenta vantagem competitiva é essencial neste processo;

3) O acesso aos recursos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) pelas empresas de apoio ao E&P (ao setor de Exploração & Produção) pode tanto elevar a competitividade dos projetos do pré-sal frente à ameaça do shale oil norte-americano (óleo de xisto) quanto desenvolver soluções que criam novos mercados para bens e serviços brasileiros - alavancas também para o mercado externo.

Ações adequadamente estruturadas podem restabelecer o patamar de investimentos das petroleiras no Brasil para cerca de US$40 a 50 bilhões e reduzir a dependência que o sistema de fornecedores tem do mercado nacional, mantendo-se empregos e a arrecadação no longo prazo.

Secom - Para Macaé e o Estado do Rio de Janeiro o que representam essas mudanças? As empresas do setor já mostram sinais de que retomarão os investimentos ou ainda estão vendo o cenário atual com cautela?

Gilson Coelho - A ABESPetro entende essas mudanças como decisivas para a retomada do desenvolvimento econômico e social do Estado do RJ e de outros Estados produtores, bem como de Macaé e a região Norte Fluminense.

A cautela sempre foi uma premissa básica da indústria de óleo e gás, seja nos investimentos ou na atividade industrial, no entanto, as empresas estão preparadas e confiantes com as mudanças que possibilitarão a retomada dos investimentos, geração de empregos e tecnologia. A agilidade na aprovação das reformas do nosso setor demonstram que o Brasil está no rumo certo.

Secom - Macaé é o município que concentra a principal base das grandes empresas mundiais do setor de petróleo, além de ser a sede da Petrobras na Bacia de Campos. Macaé perdeu 26 mil empregos desde 2014. Como retomar, a curto ou médio prazo, as vagas de empregos no setor?

Gilson Coelho - Macaé é o epicentro desse setor pois concentra as principais empresas fornecedores de bens e serviços do mundo e este é um ativo estratégico para o País.

A retomada de empregos se dará com a contínua manutenção dos leilões e dos projetos de O&G (Óleo & Gás), cujas fases de exploração, desenvolvimento, produção e até mesmo o descomissionamento geram muita riqueza e empregos para o país. Por exemplo, no desenvolvimento do campo de Libra, no pré-sal, as estimativas de investimentos atingem aproximadamente U$ 100 bilhões de dólares. Em outras palavras, a reativação de campos e áreas petrolíferas gerarão empregos imediatamente.

Secom - A Brasil Offshore, que acontece no próximo mês em Macaé, será um termômetro da reação do mercado com as últimas mudanças?

Gilson Coelho - Sem dúvida, na Brasil Offshore estaremos discutindo assuntos de curto prazo para que possamos criar muitos empregos, a saber:

- Reativação dos campos maduros/áreas petrolíferas; e

- Incentivo à exportação de bens e serviços.

A feira acontece justamente em um momento que o setor ultrapassa a sensação de pessimismo.

Acreditamos que ela irá consolidar esse novo cenário de retomada de investimentos e o consequente desenvolvimento da nossa indústria.

Secom - Qual sua perspectiva para esse ano? Já poderemos ver mais atividades das empresas ou elas ainda terão um comportamento cauteloso em relação a novos investimentos?

Gilson Coelho - As mudanças já implementadas foram fundamentais para a perspectiva de reativação da indústria de O&G, estamos confiantes que a partir deste ano teremos uma gradual retomada dos investimentos, da geração de empregos no país e o esperado sucesso das próximas rodadas. Nossas empresas estão prontas para investir.

Secom - A mudança na regra de cálculo de preço do petróleo para royalties, que começa a valer a partir de 1° de janeiro de 2018, garante maior transparência ao processo, na sua opinião? Como a Abespetro vê essa mudança. Essa medida irá garantir maior repasse de royalties para os municípios?

Gilson Coelho - É difícil neste momento precisar os efeitos que a mudança acarretará na cobrança de royalties.

Conclusão: vale salientar que a história e a estratégia de expansão do setor já foram viabilizadas, sobretudo pelos enormes investimentos feitos nos últimos anos por parte de diferentes agentes nacionais e internacionais, motivados pelo potencial exploratório das reservas brasileiras. As medidas que já foram tomadas e estão sendo anunciadas reforçam a nossa certeza de que iremos vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento da indústria.

ABESPetro: mudanças são decisivas para o setor de petróleo

2017-05-22 15:34:00 - Jornalista: Catarina Brust
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Foto de Gilson Coelho falando
Foto: Bruno Campos/Arquivo Secom
Secretário Executivo da ABESPetro, Gilson Coelho, fala sobre um novo ciclo de desenvolvimento de petróleo e gás
O secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), Gilson Freitas Coelho, vê as mudanças que estão sendo implementadas no setor de petróleo e gás como decisivas para o aquecimento do setor. "Essa era a principal proposta da nossa agenda e consideramos a mudança como fundamental para reativar a indústria de óleo e gás no Brasil", pontua. Para o executivo, ações adequadamente estruturadas podem restabelecer o patamar de investimentos das petroleiras no Brasil para cerca de US$ 40 a 50 bilhões e reduzir a dependência que o sistema de fornecedores tem do mercado nacional, mantendo-se empregos e a arrecadação no longo prazo.
Ativo no cargo de secretário executivo da ABESPetro - uma associação civil sem fins econômicos, fundada em 2004 - Gilson responde, nessa entrevista por e-mail, a diversas questões que permeiam o atual cenário de petróleo e gás nacional. "As medidas que já foram tomadas e estão sendo anunciadas reforçam a nossa certeza de que iremos vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento da indústria". As perguntas foram respondidas em meio à crise política que se abateu sobre o país na última semana.

Secom - Com o anúncio da descoberta do pré-sal, 10 anos atrás, o cenário era de otimismo, mas viu-se que vários gargalos impediram a concretização do Brasil tornar-se uma grande potência do setor de petróleo e gás. Quais as principais alterações que permitirão a atratividade do mercado nacional de petróleo para as grandes empresas do setor?

Gilson Coelho - Em maio de 2015, a ABESPetro elaborou uma Agenda Prioritária que teve como principal objetivo a retomada do setor de óleo e gás do Brasil. Destacamos cinco pontos que, se alterados, dentre outros, possibilitariam atrair com maior velocidade a retomada dos investimentos na indústria, a saber:

1) Extinção da obrigatoriedade do operador único no pré-sal;

2) Correção de distorção e ampliação da política de conteúdo local;

3) Anúncio do calendário plurianual de leilões referente aos três anos subsequentes;

4) Aprimoramento da Política de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação;

5) Prorrogação do prazo de vigência do Repetro.

Dentre esses pontos, avançamos na questão do operador único no pré-sal, na flexibilização do conteúdo local, no calendário plurianual de leilões (3 anos) com 10 rodadas em todas as áreas do pré-sal, pós-sal, campos maduros e unitização e nas regras de Política Industrial para o setor de P&G. Quanto ao Repetro, aguardamos a autorização do governo sobre o prazo de sua extensão.

Secom - Como a ABESPetro está vendo as mudanças implantadas desde novembro do ano passado, iniciadas com a extinção da obrigatoriedade da Petrobras ter participação de 30% em todos os consórcios vencedores dos leilões do pré-sal?

Gilson Coelho - Estamos vendo como decisivas para o aquecimento do setor, inclusive essa era a principal proposta da nossa agenda e consideramos a mudança como fundamental para reativar a indústria de óleo e gás no Brasil.

Secom - O anúncio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) da retomada dos leilões, com cronogramas a longo prazo, entre outras mudanças, repercutiu positivamente para o mercado? Qual sua opinião e qual perspectiva que isso representa de movimentação financeira para o setor?

Gilson Coelho - Claro. Três grandes alavancas são estruturais para o estabelecimento de um setor resiliente no longo prazo:

1) A previsibilidade e regularidade de leilões atrativos para todas as petroleiras e em todos os ambientes operacionais mantêm em andamento a realimentação das curvas de declínio dos campos em operação.

2) A articulação de políticas de incentivo às exportações de produtos e serviços, como no modelo PEDEFOR (Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural), estimula as relações comerciais com o mercado global. O ponto chave em setores nos quais o Brasil apresenta vantagem competitiva é essencial neste processo;

3) O acesso aos recursos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) pelas empresas de apoio ao E&P (ao setor de Exploração & Produção) pode tanto elevar a competitividade dos projetos do pré-sal frente à ameaça do shale oil norte-americano (óleo de xisto) quanto desenvolver soluções que criam novos mercados para bens e serviços brasileiros - alavancas também para o mercado externo.

Ações adequadamente estruturadas podem restabelecer o patamar de investimentos das petroleiras no Brasil para cerca de US$40 a 50 bilhões e reduzir a dependência que o sistema de fornecedores tem do mercado nacional, mantendo-se empregos e a arrecadação no longo prazo.

Secom - Para Macaé e o Estado do Rio de Janeiro o que representam essas mudanças? As empresas do setor já mostram sinais de que retomarão os investimentos ou ainda estão vendo o cenário atual com cautela?

Gilson Coelho - A ABESPetro entende essas mudanças como decisivas para a retomada do desenvolvimento econômico e social do Estado do RJ e de outros Estados produtores, bem como de Macaé e a região Norte Fluminense.

A cautela sempre foi uma premissa básica da indústria de óleo e gás, seja nos investimentos ou na atividade industrial, no entanto, as empresas estão preparadas e confiantes com as mudanças que possibilitarão a retomada dos investimentos, geração de empregos e tecnologia. A agilidade na aprovação das reformas do nosso setor demonstram que o Brasil está no rumo certo.

Secom - Macaé é o município que concentra a principal base das grandes empresas mundiais do setor de petróleo, além de ser a sede da Petrobras na Bacia de Campos. Macaé perdeu 26 mil empregos desde 2014. Como retomar, a curto ou médio prazo, as vagas de empregos no setor?

Gilson Coelho - Macaé é o epicentro desse setor pois concentra as principais empresas fornecedores de bens e serviços do mundo e este é um ativo estratégico para o País.

A retomada de empregos se dará com a contínua manutenção dos leilões e dos projetos de O&G (Óleo & Gás), cujas fases de exploração, desenvolvimento, produção e até mesmo o descomissionamento geram muita riqueza e empregos para o país. Por exemplo, no desenvolvimento do campo de Libra, no pré-sal, as estimativas de investimentos atingem aproximadamente U$ 100 bilhões de dólares. Em outras palavras, a reativação de campos e áreas petrolíferas gerarão empregos imediatamente.

Secom - A Brasil Offshore, que acontece no próximo mês em Macaé, será um termômetro da reação do mercado com as últimas mudanças?

Gilson Coelho - Sem dúvida, na Brasil Offshore estaremos discutindo assuntos de curto prazo para que possamos criar muitos empregos, a saber:

- Reativação dos campos maduros/áreas petrolíferas; e

- Incentivo à exportação de bens e serviços.

A feira acontece justamente em um momento que o setor ultrapassa a sensação de pessimismo.

Acreditamos que ela irá consolidar esse novo cenário de retomada de investimentos e o consequente desenvolvimento da nossa indústria.

Secom - Qual sua perspectiva para esse ano? Já poderemos ver mais atividades das empresas ou elas ainda terão um comportamento cauteloso em relação a novos investimentos?

Gilson Coelho - As mudanças já implementadas foram fundamentais para a perspectiva de reativação da indústria de O&G, estamos confiantes que a partir deste ano teremos uma gradual retomada dos investimentos, da geração de empregos no país e o esperado sucesso das próximas rodadas. Nossas empresas estão prontas para investir.

Secom - A mudança na regra de cálculo de preço do petróleo para royalties, que começa a valer a partir de 1° de janeiro de 2018, garante maior transparência ao processo, na sua opinião? Como a Abespetro vê essa mudança. Essa medida irá garantir maior repasse de royalties para os municípios?

Gilson Coelho - É difícil neste momento precisar os efeitos que a mudança acarretará na cobrança de royalties.

Conclusão: vale salientar que a história e a estratégia de expansão do setor já foram viabilizadas, sobretudo pelos enormes investimentos feitos nos últimos anos por parte de diferentes agentes nacionais e internacionais, motivados pelo potencial exploratório das reservas brasileiras. As medidas que já foram tomadas e estão sendo anunciadas reforçam a nossa certeza de que iremos vivenciar um novo ciclo de desenvolvimento da indústria.

Cultura divulga agenda desta semana

2017-05-22 12:59:00 - Jornalista: Mônica Braga
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Imagem de músicos
Foto: João Barreto
Apresentações musicais de diferentes estilos fazem parte da programação
A semana está recheada de opções culturais. O 'Música todo Dia" - que consiste em apresentações musicais onde o público além de apreciar, pode participar - tem edições de segunda a sexta, levando ao público estilos diversificados com Jazz e Bossa Nova. As apresentações acontecem sempre no Foyer do Teatro Municipal.
As propostas semanais "Benê Lá", "A Língua do P - poesia, poetas, povo" e "Imbetiba com Cultura" enriquecem as opções de lazer e entretenimento.

Confira a programação completa:
Segunda-feira, dia 22

19h - Jazz e Bossa Nova, no Foyer do Teatro.

Terça-feira, dia 23

18h - Benê Lá, na Praça do Mercado de Peixes.

Quarta-feira, dia 24

15h - Ensaio Aberto da Orquestra Popular de Macaé (OPM), na Praça das Artes.

Quinta-feira, dia 25

18h30 - Quarteto Violoncelos, no Foyer do Teatro Municipal.

19h - A Língua do P, poesia, poetas, povo, no Balcão Nobre do Teatro Municipal.

18h - Imbetiba com Cultura e banda Benê Lá, orla da praia da Imbetiba.

20h - Prática Técnica de Coral e Repertório de Canto, no Foyer do Teatro Municipal.

Sexta-feira, dia 26

18h30 - Camerata de Violões, no Foyer do Teatro Municipal.

Sábado, dia 27

15h - Recital de Canto, no Espaço Cultural CriaSana.

17h30 - Festival Permanente do Minuto

Mostra Melhores Minutos 2016

Mostra animação

Mostra Universitária

Local: Espaço Cultural CriaSana.

Endereços:

- Foyer, Balcão Nobre e Praça das Artes são espaços dentro do Centro Cultural. Avenida Rui Barbosa, 780, Centro.

- Praça do Mercado de Peixes, antiga Rua da Praia, Centro.

- Espaço Cultural CriaSana - Rua José de Jesus Júnior, s/n, Sana.