terça-feira, 1 de dezembro de 2020

 

Inscrições no ‘Macaé Cultura na Rede’ terminam quarta

2020-12-01 13:43:00 - Jornalista: Andréa Lisboa
Compartilhe:  
  •  
  •  
Foto: Arte
Até 200 vídeos de apresentações artísticas e 39 de capacitação poderão ser premiados

Os interessados em inscrever um vídeo no prêmio ‘Macaé Cultura na Rede’ têm até quarta-feira (2) para o procedimento feito pela internet. Este edital, lançado em 15 de outubro, premiará 200 vídeos de apresentações artísticas e até 39 de capacitação ou de oficinas culturais. O ‘Macaé Cultura na Rede’ foi elaborado pelo Município para a implementação da Lei Federal de emergência cultural Aldir Blanc (14.017/2020).

O objetivo deste prêmio é a redução dos impactos econômicos, devido ao isolamento social no período da pandemia de covid-19 para o setor cultural. Podem se inscrever os agentes culturais que não foram contemplados anteriormente com algum dos subsídios mensais previstos na lei Aldir Blanc.

edital está disponível no Portal da Prefeitura e também na plataforma utilizada para as inscrições. O prêmio foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura em conjunto com o Comitê Gestor criado para a Regulamentação Municipal da Lei (DM 153/2020). O e-mail licitacao@macae.rj.gov.br está disponível para o encaminhamento de dúvidas.

 

2020, O ANO QUE NÃO TERMINA!

(Paulo Hartung - O Estado de S. Paulo, 01) Hoje é o primeiro dia do último mês do ano. E o fim não parece próximo. É evidente que no continuum dos dias, dos meses, enfim, da vida compartimentada em calendários, nada nunca termina abruptamente, tudo transborda limites. Mas esta passagem de ano terá ainda menos ares de virada dado o acúmulo de questões a resolver no futuro próximo, em volume e significação inéditos.

Em múltiplos campos, temos questões surgidas ou incrementadas neste 2020 cujas repercussões já pautam atenções, decisões e desfechos nos dias de 2021. Ainda estamos em plena travessia da pandemia do novo coronavírus, pois enquanto não houver vacina disponível não haverá um ponto final possível para esta tragédia humanitária que assola o planeta.

Além de impor reveses dramáticos ao convívio social, a pandemia desligou a economia planetária, com variações de gravidade diretamente proporcionais à capacidade e à racionalidade dos gestores nacionais. Salta aos olhos o desempenho extraordinário de duas mulheres, em nações democráticas, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra da Nova Zelândia, reeleita em plena pandemia, Jacinda Ardern. Esse fato alentador pode e deve chamar a atenção para a impositiva oxigenação na seara das lideranças, hoje tão esvaziada de boas novidades e carente do vigor de olhares diferentes sobre a existência humana.

A relevância da diversidade e da inovação nessa área aumenta ainda mais quando se tem em conta que, com o almejado efetivo controle da covid-19, o mundo precisará debruçar-se sobre uma verdadeira tarefa de reinvenção, imposta por fatores como a piora das desigualdades socioeconômicas, o terremoto na esfera produtiva, especialmente nos modos de trabalhar e na extinção de atividades, e o empobrecimento das populações, via desemprego e recessão, entre outros.

Mas não é só de repercussões desafiantes deste ano que viverá o próximo. Ainda que dinamizados por deveres de casa árduos e complexos, movimentos promissores se colocaram em 2020 e projetam um ano com alguns toques de relevantes novidades. Ao menos três âmbitos estão com luzes amarelas à frente, tendendo fortemente ao sinal verde, nesta travessia anual: o fortalecimento do multilateralismo, a busca da sustentabilidade no planeta e as vastas experiências da digitalidade.

A eleição de Joe Biden nos Estados Unidos acena com uma mudança crucial para a vida em bases civilizadas. A caminhada política é cheia de desvios, obstáculos e surpresas, mas com a nova presidência estadunidense ao menos retomamos o rumo da lucidez. Impôs-se um freio de arrumação na marcha da insensatez que estava guiando o planeta para o precipício de nacionalismos radicais, obscurantismos tantos e negação da ciência, a mesma que rapidamente conseguiu sintetizar conhecimentos sobre uma doença desconhecida e em menos de um ano dotou a humanidade de vacinas capazes de nos livrar da maior crise sanitária em um século.

Também ganham energia com esta mudança política o multilateralismo e todos os seus preceitos de democracia, enfraquecendo a onda global de populismo conservador. Da mesma maneira, a preservação do planeta e a qualidade de vida das futuras gerações se fortalecem com a anunciada decisão norte-americana de voltar ao Acordo de Paris e suas premissas de mitigação das mudanças climáticas. Mas temos de estar atentos ao fato de que continuaremos a testemunhar a disputa de hegemonia entre China e EUA, prejudicial por diminuir o dinamismo econômico mundial, e ainda num cenário de países mais endividados no pós-pandemia.

A remediação da covid-19 via isolamento social, que tantos males tem provocado às relações humanas, acabou incrementando como nunca a migração digital. Educação, trabalho, consumo, medicina, entre tantos outros aspectos da nossa vida, ganharam novos modos de fazer, abrindo-se ainda um universo de oportunidades de acesso a serviços e de melhorias na vida urbana, entre outras.

Mas vale lembrar que esse movimento também ampliou o espaço para verdadeiras pragas, como as fake news e as trevas da intolerância, potencializando o animalesco que habita o humano, cujos instintos só se freiam por limites civilizatórios assumidos como organizadores dos laços sociais. É um desafio sociopolítico investir na apropriação humanística das mais dóceis técnicas jamais inventadas, como salientou o saudoso geógrafo Milton Santos.

Como se vê, ainda que o ano acabe oficialmente na virada de 31 de dezembro para 1.º de janeiro, desafios desta dúzia de meses atormentados ainda ecoarão firmemente no correr dos dias do novo ano. Assim, que sejamos capazes de enfrentar um 2021 com uma certa cara de 2020, com aprendizados, com a esperança da mudança sempre possível e a certeza de que a História não tem destino prescrito. Que sigamos inspirados rumo à experiência das possibilidades e à superação das demandas postas em meio a um tempo trágico, mas que, como toda crise, terá efetivo fim, porta lições, abre caminhos.

 

Divulgadas as instituições habilitadas para subsídio cultural

2020-12-01 10:21:00 - Jornalista: Andréa Lisboa
Compartilhe:  
  •  
  •  
Foto: Divulgação
Treze entidades foram classificadas

A lista de classificação dos espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições culturais comunitárias de Macaé que se cadastraram para a Chamada Pública (Portaria SMC 03/2020) para subsídio da Lei Federal Aldir Blanc (14.017/2020) foi divulgada. A classificação dos habilitados por categoria foi publicada nos órgãos oficiais do Município, no último sábado (27) pela Comissão Permanente de Licitação.

No total, 13 entidades serão assistidas. Na categoria I, que reúne instituições que receberão subsídio de R$ 21 mil, foram habilitadas onze instituições classificadas de acordo com o número de pontos alcançados. Na categoria II, para subsídio de R$ 15 mil, somente uma instituição foi classificada. Também na categoria III, com auxílio no valor de R$ 9 mil, apenas uma entidade foi aprovada. O valor total dos subsídios será dividido em três parcelas mensais.

Estes espaços culturais, ou artísticos, ou grupos formais ou não formais atuavam no município há ao menos um ano, mas tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social acarretadas pela pandemia de Covid-19. Por este motivo, estavam aptas a se beneficiarem desta modalidade de subsídio da Lei Federal de emergência cultural Aldir Blanc (14.017/2020).

Esta iniciativa pretende democratizar o acesso à cultura na cidade. Por isso, os contemplados ficarão obrigados a garantir, no montante mínimo de 10% do valor total recebido, a realização de atividades destinadas, prioritariamente, aos alunos de escolas públicas ou de atividades em espaços públicos de sua comunidade, de forma gratuita e em intervalos regulares, após o período de calamidade pública.

A classificação das categorias teve como critérios gerais de divisão dos recursos da Lei Aldir Blanc o impacto econômico, o número de trabalhadores, a diversidade cultural, o tempo de existência e o alcance social e geográfico das entidades interessadas. Já critérios objetivos, conforme o edital, determinaram a pontuação.

Mais nove grupos se inscreveram, entretanto, não se enquadravam nos requisitos de avaliação previstos no chamamento público. O edital proibia a participação de organizações que fossem representadas por servidores públicos do Município; por cônjuge ou companheiro de servidores do Município; por membros da Comissão de Avaliação de Projetos; por membros do Comitê Gestor; por cônjuge ou companheiro e por parentes de primeiro grau de membros do Comitê ou da Comissão. Também não foram aceitas instituições que não tiveram as suas atividades artísticas e culturais interrompidas por ocasião da pandemia de Covid-19.

Além desses, foram impedidos de participar os espaços culturais criados pela administração pública de qualquer esfera ou vinculados a ela; os vinculados a fundações, institutos ou instituições criados ou mantidos por grupos de empresas; teatros e casas de espetáculos de diversões com financiamento exclusivo de grupos empresariais ou geridos pelos serviços sociais do Sistema S e instituições que receberam recursos do Município relacionado aos benefícios concedidos ao comércio no período da pandemia.

A lista de classificação, a ata da reunião da Comissão de Avaliação deste edital (26/10) e o ‘check list’ correspondente à sessão de análise da documentação estão disponíveis no Portal da Transparência do Município. Cabe recurso às instituições que o desejarem solicitar à Comissão. A Prefeitura disponibiliza o e-mail licitacao@macae.rj.gov.br e o telefone (22) 2791-9008, ramal 243, para o esclarecimento de eventuais dúvidas.

Contemplados

Na categoria I: FP Áudio, Lyra dos Conspiradores, Ciem H2, Escola de Música Tom, Resolve, Quiosque Match Point, Cardim & Cardim Ltda, Rodrigo Cancella, Ambar, AP Bastos, Gigi Confecções. Na categoria II; Farah Cultural e na categoria III; Quintal do Mundo.

 

2020, O ANO QUE NÃO TERMINA!

(Paulo Hartung - O Estado de S. Paulo, 01) Hoje é o primeiro dia do último mês do ano. E o fim não parece próximo. É evidente que no continuum dos dias, dos meses, enfim, da vida compartimentada em calendários, nada nunca termina abruptamente, tudo transborda limites. Mas esta passagem de ano terá ainda menos ares de virada dado o acúmulo de questões a resolver no futuro próximo, em volume e significação inéditos.

Em múltiplos campos, temos questões surgidas ou incrementadas neste 2020 cujas repercussões já pautam atenções, decisões e desfechos nos dias de 2021. Ainda estamos em plena travessia da pandemia do novo coronavírus, pois enquanto não houver vacina disponível não haverá um ponto final possível para esta tragédia humanitária que assola o planeta.

Além de impor reveses dramáticos ao convívio social, a pandemia desligou a economia planetária, com variações de gravidade diretamente proporcionais à capacidade e à racionalidade dos gestores nacionais. Salta aos olhos o desempenho extraordinário de duas mulheres, em nações democráticas, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra da Nova Zelândia, reeleita em plena pandemia, Jacinda Ardern. Esse fato alentador pode e deve chamar a atenção para a impositiva oxigenação na seara das lideranças, hoje tão esvaziada de boas novidades e carente do vigor de olhares diferentes sobre a existência humana.

A relevância da diversidade e da inovação nessa área aumenta ainda mais quando se tem em conta que, com o almejado efetivo controle da covid-19, o mundo precisará debruçar-se sobre uma verdadeira tarefa de reinvenção, imposta por fatores como a piora das desigualdades socioeconômicas, o terremoto na esfera produtiva, especialmente nos modos de trabalhar e na extinção de atividades, e o empobrecimento das populações, via desemprego e recessão, entre outros.

Mas não é só de repercussões desafiantes deste ano que viverá o próximo. Ainda que dinamizados por deveres de casa árduos e complexos, movimentos promissores se colocaram em 2020 e projetam um ano com alguns toques de relevantes novidades. Ao menos três âmbitos estão com luzes amarelas à frente, tendendo fortemente ao sinal verde, nesta travessia anual: o fortalecimento do multilateralismo, a busca da sustentabilidade no planeta e as vastas experiências da digitalidade.

A eleição de Joe Biden nos Estados Unidos acena com uma mudança crucial para a vida em bases civilizadas. A caminhada política é cheia de desvios, obstáculos e surpresas, mas com a nova presidência estadunidense ao menos retomamos o rumo da lucidez. Impôs-se um freio de arrumação na marcha da insensatez que estava guiando o planeta para o precipício de nacionalismos radicais, obscurantismos tantos e negação da ciência, a mesma que rapidamente conseguiu sintetizar conhecimentos sobre uma doença desconhecida e em menos de um ano dotou a humanidade de vacinas capazes de nos livrar da maior crise sanitária em um século.

Também ganham energia com esta mudança política o multilateralismo e todos os seus preceitos de democracia, enfraquecendo a onda global de populismo conservador. Da mesma maneira, a preservação do planeta e a qualidade de vida das futuras gerações se fortalecem com a anunciada decisão norte-americana de voltar ao Acordo de Paris e suas premissas de mitigação das mudanças climáticas. Mas temos de estar atentos ao fato de que continuaremos a testemunhar a disputa de hegemonia entre China e EUA, prejudicial por diminuir o dinamismo econômico mundial, e ainda num cenário de países mais endividados no pós-pandemia.

A remediação da covid-19 via isolamento social, que tantos males tem provocado às relações humanas, acabou incrementando como nunca a migração digital. Educação, trabalho, consumo, medicina, entre tantos outros aspectos da nossa vida, ganharam novos modos de fazer, abrindo-se ainda um universo de oportunidades de acesso a serviços e de melhorias na vida urbana, entre outras.

Mas vale lembrar que esse movimento também ampliou o espaço para verdadeiras pragas, como as fake news e as trevas da intolerância, potencializando o animalesco que habita o humano, cujos instintos só se freiam por limites civilizatórios assumidos como organizadores dos laços sociais. É um desafio sociopolítico investir na apropriação humanística das mais dóceis técnicas jamais inventadas, como salientou o saudoso geógrafo Milton Santos.

Como se vê, ainda que o ano acabe oficialmente na virada de 31 de dezembro para 1.º de janeiro, desafios desta dúzia de meses atormentados ainda ecoarão firmemente no correr dos dias do novo ano. Assim, que sejamos capazes de enfrentar um 2021 com uma certa cara de 2020, com aprendizados, com a esperança da mudança sempre possível e a certeza de que a História não tem destino prescrito. Que sigamos inspirados rumo à experiência das possibilidades e à superação das demandas postas em meio a um tempo trágico, mas que, como toda crise, terá efetivo fim, porta lições, abre caminhos.

VAMOS VENCER LANÇAMENTO LIVRO ALIMENTOS, VIDA E SAÚDE

História de Macaé em 4 tempos - Parte 1