domingo, 26 de julho de 2020

MACAÉ EM PAUTA

Fiocruz aposta em vacinação contra covid-19 a partir de 2021

Primeiras doses serão destinadas a grupos de risco

Publicado em 26/07/2020 - 12:24 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.
Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.
O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.
Rosane Guimarães disse ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (26), às 22h30, que, em dezembro deste ano, o Brasil receberá 15 milhões de doses e, em janeiro, mais 15 milhões de doses.
"Estamos recebendo agora apenas 30 milhões de doses porque precisamos, antes de liberar a vacina, ter certeza da comprovação da eficácia dela. Então nós adquirimos 30 milhões de doses no risco e, se a vacina se comprovar eficaz, vamos receber mais 70 milhões de doses, totalizando, para o país, no primeiro ano, 100 milhões de doses de vacinas", disse.
A Bio-Manguinhos será responsável pela transformação do princípio ativo e fará a formulação final das vacinas, além de envasar, rotular e entregar o material para que o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde faça a distribuição. As primeiras doses devem ser destinadas aos grupos de risco, como profissionais de saúde e pessoas idosas, mas isso ainda está em debate.
Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021. "Paralelamente a isso, precisamos avaliar se será necessária apenas uma dose da vacina, se serão necessárias duas doses, se será necessário revacinar. São perguntas para as quais ainda não temos respostas. Os estudos vão continuar", disse a especialista em vigilância sanitária.
Segundo Rosane, a vacina está em um excelente caminho e avançou rapidamente porque Oxford já trabalhava com o mesmo adenovírus de chimpanzé que está sendo usado nas pesquisas, um vírus que não causa doença em seres humanos.
Rosane explicou que a vacina carrega uma sequência do RNA do coronavírus e da proteína spike, que pode garantir que um organismo produza anticorpos. "Eles fizeram testes nessa plataforma [utilizando esse princípio] para Mers [síndrome respiratória do Médio Oriente] e para ebola. Eles já tinham grande parte do que é necessário para produção da vacina, preparado, o que já foi um acelerador. Outra coisa é que, neste momento de pandemia, os estudos clínicos foram facilitados e houve colaboração entre os países."
Mesmo com os indicativos positivos, Rosane alerta que a pandemia não vai ser resolvida de uma hora para outra. "Acreditamos que, em 2021, ainda não se consiga vacinar completamente toda a população. Nossa orientação é que enquanto a vacina não sai, ou ainda estiver sendo aplicada, que as pessoas mantenham as orientações que já existem hoje: uso da máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração, distanciamento. Ainda temos que continuar convivendo com esses cuidados até que todas as respostas sejam dadas pela vacina."
A possibilidade de um revés é praticamente descartada pela pesquisadora. Segundo Rosane, a Fase 3 dos estudos pode, sim, apontar um grau de imunização de mais de 90%. "Se for maior, a gente consegue relaxar um pouco", mas há riscos de que essa eficácia atinja níveis de apenas 50% ou 70%. "Vamos ter que fazer mais estudos e talvez buscar uma vacina com potencial maior, mas já será um alento se tivermos uma vacina com mais de 70%."
Atualmente, o Brasil é terreno fértil para a pesquisa por ocupar o segundo lugar entre os países com maior número de casos da covid-19.
Há outras empresas trazendo vacinas para o Brasil. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, com sede em Pequim. Nas próprias instalações da Bio-Manguinhos, cientistas brasileiros desenvolvem dois estudos, que estão ainda em fase pré-clínica, com experimentos em animais.
Edição: Nádia Franco

Contação de histórias – A lenda do papa lambida

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Administração decreta Bandeira Laranja no município

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Publicada em: 25 de julho de 2020 - 23h23Por: Departamento de Jornalismo - ASCOM
  
Por conta do aumento do número de casos e óbitos decorrentes da pandemia do coronavírus nos últimos 15 dias, a Administração Municipal, após reunião entre a Comissão de Enfrentamento a Covid-19 com o Ministério Público, decidiu decretar a Bandeira Laranja em Rio das Ostras como forma de reduzir a possibilidade de transmissão do coronavírus e garantir a segurança para a população.
É importante frisar que a Administração Municipal entende a questão econômica que a situação exige, mas o que importa é a saúde de todos. É fundamental que a população também faça a sua parte ficando em casa e tome todas as precauções possíveis para evitar a contaminação. O fato do comércio ter reaberto parcialmente, não torna obrigatória a saída das pessoas que devem continuar em isolamento e sair de casa somente se extremamente necessário. As medidas decretadas precisam ser respeitas e cumpridas, como o uso da máscara facial e a higienização com álcool em gel 70%.
Com a decisão, a flexibilização gradual do comércio recua e o funcionamento será mais rígido, passando a ter mais restrições com a proibição de algumas atividades que já estavam liberadas parcialmente. Nesse estágio, somente os comércios considerados essenciais, como mercados, padarias, açougues, aviários, peixarias, hortifrutis, farmácias, lojas e depósitos de material de construção, de autopeças, oficinas mecânicas, borracharias empresas de água, luz, gás e reciclagem; e funerárias poderão ter o horário de funcionamento normal.
O monitoramento e controle da pandemia de Covid-19 e outras síndromes gripais vem sendo feito através de análise de vários indicadores de saúde tais como Incidência de novos casos, Taxa de mortalidade e Letalidade, Taxa de Crescimento de pacientes com COVID internados em leitos clínicos e de UTI. Estes indicadores analisados semanalmente é que instituem o sistema de bandeiras
Consultórios médicos, dentistas, psicólogos e fisioterapeutas poderão funcionar para atendimentos de urgência.
Restaurantes, bares, quiosques, lanchonetes, cafeterias, docerias, lojas de conveniência e similares só poderão funcionar por entrega ou por sistema de drive thru, com retirada direta, sem ingresso ao interior da loja, nem consumo no local ou utilização de mesas e cadeiras. Depósitos de bebidas também só poderão funcionar nas mesmas regras e não poderão vender bebidas geladas
Todas as demais atividades estão temporariamente impedidas de funcionar. Inicialmente, o prazo de validade deste Decreto é de sete dias, a contar do próximo dia 28 de julho.

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