Lá se vão 30 anos desde que começamos a provar que é possível explorar e produzir petróleo e gás de forma responsável em plena Floresta Amazônica. Descoberta em 1986, a Província Petrolífera de Urucu está próxima ao rio de mesmo nome, no município de Coari, a 650 km da capital Manaus. Trata-se da maior reserva provada terrestre de petróleo e gás natural do Brasil.
Produzimos, diariamente, em média, 40 mil barris de óleo de ótima qualidade, incluindo 1.200 toneladas de GLP (gás de cozinha).
Apesar dos desafios de logística e operação na Amazônia, o custo de extração de petróleo e gás natural de Urucu está entre os menores do Brasil. Além de lucrativa, a província é fundamental para a região, movimentando a economia local.
O desafio de produzir na floresta: das balsas aos dutos
Atualmente, Urucu conta com um conjunto de dutos que possibilitam o escoamento da nossa produção. Desde 2009, o gasoduto Urucu-Coari-Manaus opera interligando a província petrolífera à capital do Amazonas, totalizando 663 quilômetros de extensão. O gasoduto tem capacidade de transportar até 5,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, desde Urucu até a capital do Amazonas.
Essa estrutura atual é bem diferente do que havia no início da operação de Urucu. No início, levava-se mais de uma semana para escoar a produção por balsas de pequeno porte pelo rio Urucu até a cidade de Coari, às margens do rio Solimões e dali, em balsas maiores, até a Refinaria de Manaus - Reman.
Preservação ambiental
Desde o início, temos superado desafios para produzir petróleo e gás em condições adversas, sempre com respeito ao meio ambiente. De forma cuidadosa, fazemos a recomposição da cobertura vegetal retirada no processo de perfuração dos poços.
Após a instalação de cada poço, resta apenas uma pequena clareira aberta na floresta para abrigar os equipamentos. Essa execução é rigorosa, feita conforme documentação técnica elaborada por especialistas, e revisada sistematicamente para garantir resultados cada vez melhores.
Para viabilizar esse programa de replantio intensivo, temos um viveiro com capacidade para comportar dezenas de milhares de mudas de espécies nativas da Amazônia em Urucu. São 80 espécies diferentes, selecionadas por pesquisadores por serem capazes de se desenvolver a céu aberto e, assim, gerarem sombra e condições ambientais adequadas para outras espécies nativas.
Em Urucu, a gestão de resíduos obedece às melhores práticas ambientais. Os resíduos orgânicos vão para a Central de Tratamento de Resíduos, onde, por meio da compostagem, viram insumos para o processo de reflorestamento e jardinagem. Já o esgoto doméstico é tratado e são retiradas todas as impurezas para que a água retorne ao ambiente segundo os parâmetros exigidos pela legislação.
A sucata ferrosa e os resíduos perigosos são tratados, neutralizados e destinados de acordo com as exigências legais. Resíduos recicláveis, como papel, metais e plásticos, são separados e destinados a empresas licenciadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
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