sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Ex-ministro Geddel Vieira Lima é preso após descoberta de malas com R$ 51 milhões

Polícia Federal/AFP / HOGeddel Vieira Lima, ex-ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e homem de confiança do presidente Michel Temer, perdeu os benefícios da prisão domiciliar, depois da descoberta de malas repletas de dinheiro num apartamento em Salvador
Geddel Vieira Lima, ex-ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e homem de confiança do presidente Michel Temer, perdeu os benefícios da prisão domiciliar, depois da descoberta de malas repletas de dinheiro num apartamento em Salvador.
"Será transferido para Brasília e, a princípio, irá para a superintendência da PF. O procedimento normal é que seja interrogado, mas ainda não temos mais informações de sua prisão", afirmou à AFP um assessor da Polícia Federal (PF).
Geddel Vieira Lima, de 58 anos, foi conduzido nas primeiras horas do dia pela PF até o aeroporto da capital do Estado da Bahia, segundo o portal G1, que mostrou imagens da saída do veículo do prédio onde reside e esperava para ser julgado por suposta tentativa de obstrução da justiça.
Na terça-feira passada, os brasileiros - já apáticos diante de tantas revelações em termos de corrupção - voltaram, no entanto, a ficar surpresos com a difusão de imagens de cerca de vinte malas e caixas lotadas de reais e dólares achadas em um apartamento que, segundo o proprietário, foi emprestado a Geddel para guardar pertences pessoais.
A contagem do dinheiro com utilização de sete máquinas levou 14 horas e totalizou a soma impressionante de 42.643 milhões de reais e 2.688 milhões de dólares.
- Fraudes na Caixa -
A Operação "Tesouro perdido" era uma ramificação de outra, denominada Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal - do qual Geddel foi vice-presidente de 2011 a 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Roussef - em benefício de políticos, altos funcionários e empresários.
O dirigente foi detido de forma preventiva em junho deste ano e colocado no mês seguinte em prisão domiciliar por suposta tentativa de obstrução da justiça em uma investigação sobre desvio de fundos público, o que ele nega.
De 2007 a 2010 Geddel foi ministro da Integração Nacional do governo de Lula e um importante articulador do PMDB, de Temer. Após o impeachment de Dilma, esteve à frente da secretária da nova Presidência até novembro passado, quando renunciou depois de ser acusado de tráfico de influência por Marcelo Calero, então ministro da Cultura.

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