Dr. Aluizio concede entrevista ao
jornal "Folha da Manhã"
O
prefeito Dr. Aluizio Jr., recebeu esta semana em sua residência a equipe
da jornal "Folha Manhã" e concedeu interessante entrevista à
jornalista Juzi Monteiro. A entrevista foi publicada na edição hoje (20) no jornal campista. Vide:
"Eleito com votação histórica - obteve a preferência de 65% ou 70.693
dos eleitos - o neurocirurgião, Aluízio dos Santos Júnior, o Dr. Aluízio
(PV), diz que a população de Macaé mostrou que quer algo diferente e
que está apostando na mudança. Segundo ele, a população quer o básico:
esgoto tratado, água encanada, creches, limpeza pública. ”Tudo isso não
só é possível de ser feito, como é nossa obrigação oferecer”. Suas
habilidades cirúrgicas já estão sendo implantadas no governo. Logo de
início assinou decretos visando redução de gastos e já cortou 1.200
assessorias (50% das existentes), resultando em uma economia de R$ 35
milhões aos cofres públicos. Membro do Partido Verde, Dr. Aluízio tem
ido às ruas e acompanhado as ações, ouvindo as demandas da população. E
elegeu o saneamento básico como prioridade: “Vai beneficiar Saúde e Meio
Ambiente”.
Folha – Em 2008, o senhor foi candidato a prefeito de Macaé, mas não saiu vitorioso. O que mudou no senhor e em Macaé nesses quatro anos que o levou a conquistar a vitória dessa vez?
Folha – Em 2008, o senhor foi candidato a prefeito de Macaé, mas não saiu vitorioso. O que mudou no senhor e em Macaé nesses quatro anos que o levou a conquistar a vitória dessa vez?
Dr. Aluízio – Penso que a grande mudança foi com
relação ao amadurecimento político, não só meu, mas também o da
sociedade. Desde 2008 tínhamos como proposta oferecer um projeto
transparente, que mantivesse o poder público em constante contato com a
população para ouvir suas necessidades e, na medida do possível,
atendê-las da maneira mais ágil possível. Os moradores de Macaé querem o
básico: esgoto tratado, água encanada, creches, limpeza pública, entre
outras coisas. Tudo isso não só é possível de ser feito, como é nossa
obrigação oferecer. O que mudou ao longo desses anos é que a população
entendeu, de fato, a nossa proposta e nos deu uma chance de mostrar que é
possível fazer um governo diferente.
Folha - Em 2010, o senhor foi eleito deputado federal com uma votação bastante expressiva. Ali, a população de Macaé já demonstrava o desejo de mudança?
Folha - Em 2010, o senhor foi eleito deputado federal com uma votação bastante expressiva. Ali, a população de Macaé já demonstrava o desejo de mudança?
Dr. Aluízio – Penso que sim. Macaé é uma cidade
muito famosa pelo petróleo e seus recursos, mas que acaba não refletindo
essa riqueza em sua população. É um município de inúmeros contrastes,
onde ao mesmo tempo que possui as maiores empresas multinacionais em seu
território, não atende as necessidades mais básicas de seus moradores.
Em 2010 mantivemos nossa proposta e recebemos mais de 95 mil votos em
todo o estado do Rio de Janeiro, sendo 54 mil deles só em Macaé.
Foi naquele momento que percebemos que algo já estava mudando, que a população estava em
busca de um novo processo onde houvesse parceria entre o poder público e
a sociedade. Após receber mais de 70 mil votos nas últimas eleições,
percebemos que a sociedade macaense utilizou as urnas como instrumento
de protesto e um meio de mudar a situação de caos em que vivia. Hoje, já
na prefeitura, nossa proposta se concretiza, estando presentes nas ruas
diariamente, levando os serviços mais essenciais até a população. Esta é
a forma de mostrar que entendemos o desejo por uma cidade socialmente
mais justa e a responsabilidade a nós confiada.
Folha – Seu governo pretende trabalhar com interação das secretarias. Como tem funcionado?
Folha – Seu governo pretende trabalhar com interação das secretarias. Como tem funcionado?
Dr. Aluízio – Existe um projeto de desenvolvimento
para Macaé como um todo e isso é um projeto do governo. Não existem
projetos individuais de secretarias, ninguém trabalha sozinho em um
governo. É preciso diálogo, interação entre os trabalhos e soma de
forças para que os desafios sejam resolvidos. E o que temos visto é que
tem funcionando muito bem. Um exemplo disso são os mutirões que vêm
acontecendo nos bairros da cidade, onde somente um trabalho conjunto
pode possibilitar o sucesso da ação. Precisamos das secretarias de
Limpeza Pública, Obras, Ambiente, Mobilidade Urbana, Ordem Pública,
Saúde, Educação e demais outras, pois as necessidades de um bairro
perpassam por todas estas áreas. Precisamos limpar as ruas, mas também
precisamos conscientizar os moradores que é importante manter limpo
aquele local, precisamos organizar o trânsito para que as ações não
atrapalhem motoristas e pedestres, enviamos agentes de saúde para
vistoriar as casas e conversar sobre prevenção da dengue e demais
vetores, temos que observar as condições dos canais, rios e valões que
cortam alguns bairros. Enfim, com o empenho de todos, conseguimos
viabilizar a solução de diferentes demandas.
Folha – Em relação ao Meio Ambiente, o senhor que é do Partido Verde, quais são suas prioridades nessa área?
Folha – Em relação ao Meio Ambiente, o senhor que é do Partido Verde, quais são suas prioridades nessa área?
Dr. Aluízio – Nossa prioridade número um é o
saneamento básico e isso tem tudo a ver com o meio ambiente, visto que o
principal agente poluidor em Macaé é o esgoto não tratado, que
contamina nossos rios, o solo e a Lagoa de Imboassica, que é um dos
nossos principais cartões postais e que precisa urgentemente ser
despoluída. Enquanto não resolvermos a questão do tratamento de esgoto,
não teremos como promover de forma satisfatória as demais atividades de
preservação ambiental. Este é um dos grandes desafios da nossa gestão,
mas paralelamente a isso também vamos elaborar o projeto do Parque da
Restinga da Praia do Pecado e a regulamentação do licenciamento
municipal, o que evita que a especulação imobiliária destrua a área.
Tudo sempre com a participação da população, que será ouvida por meio de
reuniões e audiências públicas.
Folha – O senhor que é médico e já administrou a Fundação Municipal Hospitalar de Macaé. Na Saúde, quais são seus projetos?
Dr. Aluízio - As ações na área de saúde começam com a
valorização dos servidores, para que eles possam realizar um bom
atendimento aos pacientes, com ações de humanização no acolhimento da
população e com a melhoria da estrutura física das instalações. No HPM,
por exemplo, pretendemos reduzir problemas crônicos, com as macas dos
corredores, aumentar o número de leitos e reformar os centros cirúrgicos
e o refeitório. O nosso trabalho já começou, estamos contratando os
profissionais das UPAS pela própria prefeitura para que o atendimento
não seja mais interrompido pela falta de pagamento, e ampliando o Pronto
Socorro do Aeroporto, com a transferência de parte do atendimento para o
novo prédio anexo. As ações emergenciais de prevenção à dengue, de
limpeza urbana e de abastecimento de qualidade em caixas d’água
comunitárias e de residências em bairros onde o fornecimento encanado
não existe também buscam trazer mais dignidade e saúde para os cidadãos,
que estavam expostos a risco de contaminação. Nossa proposta traz ainda
como prioridade melhorar o atendimento nas farmácias populares, ampliar
a abrangência dos PSFs com enfoque no trabalho de prevenção e implantar
a assistência oncológica no município.
Folha – E na questão do trânsito em Macaé, sempre tumultuado e alvo de críticas, quais são seus planos?
Folha – E na questão do trânsito em Macaé, sempre tumultuado e alvo de críticas, quais são seus planos?
Dr. Aluízio - O plano é dar mais fluidez ao trânsito
e melhorar o transporte público com a implantação de novas linhas, além
do aumento e renovação da frota. Já na primeira semana de governo,
demos início às primeiras alterações no trânsito do centro da cidade
para diminuir os engarrafamentos. Também intensificamos a ação dos
agentes de trânsito na orientação e fiscalização do estacionamento
irregular, que compromete a circulação dos veículos, principalmente nos
horários de pico. Nossos planos ainda incluem a implementação do Arco
Viário de Santa Tereza e da estrada Norte-Sul, que serão uma via
alternativa para o tráfego pesado e que vão colaborar para diminuir os
engarrafamentos no Parque de Tubos.
Folha – No início do governo o senhor assinou decretos visando redução de gastos. O senhor pode explicar melhor e dizer quais setores serão atingidos?
Folha – No início do governo o senhor assinou decretos visando redução de gastos. O senhor pode explicar melhor e dizer quais setores serão atingidos?
Dr. Aluízio – Nenhum setor será atingido de forma
negativa, pois nosso objetivo com a redução de gastos é obter uma
máquina administrativa mais enxuta e eficiente. O maior gasto da
administração pública até então era com a folha de pagamentos dos
funcionários. Era um número absurdo de assessorias que, na prática, não
estavam beneficiando em nada nas ações do governo municipal. Já neste
início, houve uma redução de mais de 1.200 assessorias, aproximadamente
50% das existentes, o que representou economia de R$ 35 milhões/ano ao
cofre público municipal. É um dinheiro que se esvaía de forma
desnecessária e que agora será utilizado para sanar as necessidades mais
urgentes da população.
Folha – O senhor tem sido um prefeito bastante participativo, indo às ruas, acompanhando ações do governo e ouvindo a população. Essa será uma marca de seu governo?
Folha – O senhor tem sido um prefeito bastante participativo, indo às ruas, acompanhando ações do governo e ouvindo a população. Essa será uma marca de seu governo?
Dr. Aluízio – Mais do que uma marca, queremos que
isso seja uma rotina a ser seguida ao longo da nossa gestão. Estamos
percorrendo toda a cidade durante o dia todo, inclusive aos sábados,
domingos e feriados. E não é só o prefeito que está acompanhando os
serviços realizados, os secretários municipais e suas equipes também se
fazem presentes no momento das ações, pois nada melhor do que o retorno
dos moradores daquela rua ou bairro onde os eventos acontecem, para
saber o que está dando certo e o que precisa de correções e melhorias.
Nosso desejo é que a população se sinta cuidada e respeitada por aqueles
que a representam.
Folha – Na eleição para a Ompetro, o senhor disse que o órgão precisa discutir melhorias para o cenário regional e não apenas a questão dos royalteis. Como acredita que precisam ser as ações da Ompetro e quais as prioridades?
Folha – Na eleição para a Ompetro, o senhor disse que o órgão precisa discutir melhorias para o cenário regional e não apenas a questão dos royalteis. Como acredita que precisam ser as ações da Ompetro e quais as prioridades?
Dr. Aluízio – Acredito que a Ompetro tem um papel
fundamental para promover a integração dos municípios da nossa região.
Temos que sempre valorizar a questão dos royalties, que é um direito
garantido pela Constituição Federal, mas precisamos fortalecer nosso
discurso regional. O Norte/Noroeste do Rio de Janeiro é a região mais
economicamente importante do estado e até mesmo do Brasil, pois daqui é
extraído mais de 80% do petróleo nacional, mas por outro lado precisamos
pensar em diversificar a economia. O petróleo é recurso finito e não
vamos discuti-lo para sempre. Temos que pensar desde já no que fazer
quando este recurso acabar, buscando o desenvolvimento de outras
atividades econômicas, investindo no agricultor, na indústria, no
co-mércio, no conhecimento científico.
Folha – O que os macaenses e aqueles que adotaram Macaé como lar podem esperar do seu governo?
Folha – O que os macaenses e aqueles que adotaram Macaé como lar podem esperar do seu governo?
Dr. Aluízio – Macaé é uma
cidade atípica, onde a maioria de sua população é composta por
migrantes de outros estados e regiões brasileiras e até mesmo de outros
países. Muitas pessoas veem no município oportunidade de melhorar de
vida por meio do trabalho nas multinacionais e empresas offshore. Com o
tempo, isso fez com que a sociedade macaense perdesse um pouco de sua
identidade, diluindo sua cultura em meio a tanta
as outras existente na cidade. O que o nosso governo quer é que o
morador de Macaé, nascido ou não aqui, se sinta parte integrante deste
novo processo, que todos se sintam acolhidos e que criem um vínculo com
a cidade.
Suzy Monteiro
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