quinta-feira, 30 de novembro de 2017

eminário discute "Direito Homoafetivo: novas famílias, gênero e sexualidade"

2017-11-30 11:39:00 - Jornalista: Equipe Secom
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mulheres sentadas dentro de uma sala e uma mulher a frente delas
Foto: João Barreto
Seminário foi realizado pelo Centro de Atendimento à Mulher
Foi promovido na tarde de quarta-feira (29), o seminário sobre "Direito Homoafetivo: novas famílias, gênero e sexualidade", como parte das ações do movimento "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres", realizado pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
De acordo com a coordenadora do Ceam, Jane Roriz, a ideia do encontro é o aperfeiçoamento da equipe técnica, visando a melhoria do atendimento das mulheres que procuram o serviço. "Quando se fala da Lei Maria da Penha, não se fala de sexo e sim de gênero. Por isso o nosso atendimento é da pessoa que se identifica como mulher e este é um momento de se apropriar dessa nova especificidade, que não tem nada de novo, mas que precisamos buscar o entendimento para uma abordagem mais adequada", frisou.

A palestrante Gabriele Ferreira, coordenadora do Centro de Referência e da Promoção e Cidadania LGBT-Leste, parabenizou a iniciativa da prefeitura por colocar a temática de gênero na programação dos "16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres".

- Temos que continuar com o trabalho de prevenção e promoção, com capacitações e parcerias com movimentos sociais, informando a população sobre esses novos sujeitos. É um trabalho de formiguinha, chamar as pessoas ao debate e tornar visível essas diferenças. A partir do momento que a diferença se transforma em desigualdade, é preciso pensar ações de equidade, que garantam o direito dessa população -, pontuou.

Gabriele acrescenta que as pessoas confundem identidade de gênero e orientação sexual. "A Jane pontua muito bem quando fala da Lei Maria de Penha, quando não seria só para mulheres heterossexuais, mas também para as transexuais e lésbicas. Existem pessoas que, por conta de sua orientação ou identidade, não conseguem acessar os serviços para manter sua vida e sua dignidade", disse.

Consultório

A cuidadora do Consultório LGBT, da Secretaria de Saúde de Macaé, Ana Beatriz Barcelos, falou do trabalho desenvolvido no município, que visa o combate à discriminação e à violência contra o LGBT.

O serviço conta com atendimento médico, fonoaudiologia e terapêutico, parceria do Hospital Universitário Pedro Ernesto, para terapia hormonal e possíveis cirurgias, além do Ceam. Atualmente, o Consultório LGBT tem 167 pessoas cadastradas.

Segundo Beatriz, a implantação do serviço foi uma solicitação da última Conferência Municipal de Saúde. "Hoje, percebemos que muitas destas pessoas não procuravam a rede de saúde, e agora, elas são encaminhadas e até acompanhadas pela equipe quando necessário", contou.

O Consultório LGBT funciona na Casa de Convivência, localizada na Rua Visconde de Quissamã, 482, no Centro. Mais informações pelo telefone: (22) 2762-0413 ou comparecer pessoalmente de segunda a sexta-feira de 7h às 19h.

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