quarta-feira, 22 de março de 2017

Atentado em Londres deixa três mortos; suposto autor é abatido

AFP / NIKLAS HALLE'NParamédicos removem uma vítima da Ponte de Westminster
Três pessoas foram mortas em um atentado terrorista em Londres, onde um homem atropelou várias pessoas em uma ponte que leva ao Parlamento britânico e esfaqueou até a morte um policial antes de ser morto pela Polícia.
"Quatro pessoas morreram. Esse número inclui um policial que protegia o Parlamento e um homem que é considerado o agressor", anunciou o chefe da Polícia, Mark Rowley, em uma declaração em frente à sede da Scotland Yard. Outras vinte pessoas ficaram feridas.
A primeira-ministra britânica, Teresa May, declarou no final da tarde "que tem em seus pensamentos" as vítimas deste atentado "horroroso", cometido no início da tarde no coração da capital inglesa.
A Scotland Yard anunciou ter sido chamada por volta das 14h40 locais (11h40 de Brasília) por um "incidente na Westminster Bridge".
A Polícia confirmou mais tarde que considerava o ocorrido um incidente "terrorista" até que se tenha mais informações sobre o caso.
AFP / Daniel LEAL-OLIVASPoliciais interditam os arredores do Parlamento, em Londres
"A investigação foi confiada ao comando de combate ao terrorismo" e "reforços policiais serão mobilizados nesta (quarta-feira) à noite", acrescentou o comandante da Polícia, BJ Harrington.
Segundo Mark Rowley, primeiro o homem atropelou vários pedestres, incluindo três policiais, na ponte de Westminster, que leva ao Parlamento e ao Big Ben, principal atração turística da capital inglesa.
Ao menos duas pessoas morreram na ponte. Mais de dez pessoas foram atendidas na Westminster Bridge, segundo os serviços de emergência.
Uma mulher, que teria saltado no rio Tâmisa para escapar do veículo, foi resgatada gravemente ferida, segundo a imprensa local.
E o ministério das Relações Exteriores francês indicou que três estudantes franceses estão entre os feridos.
Os estudantes estavam em viagem escolar e dois deles se encontram em estado grave, informou a prefeitura de Finistère, região de origem dos alunos.
Deputados evacuados
No local do ataque, o ex-chanceler polonês Radoslaw Sikorski filmou pessoas feridas deitadas no chão.
Após o atropelamento, o homem abandou seu veículo na calçada e correu em direção às grades do Parlamento, antes de esfaquear um policial. A polícia atirou contra ele quando tentava atacar um segundo agente.
"Nós estávamos tirando fotos do Big Ben quando todo mundo começou a correr e vimos um homem de cerca de 40 anos portando uma faca de cerca de vinte centímetros. Então ouvimos três tiros. Atravessamos a rua e vimos o homem sangrando no chão", relatou Jayne Wilkinson à agência britânica Press Association.
"Eu claramente ouvi tiros. Vi alguém vestido de preto caindo. Acho que era um policial", declarou um funcionário do Parlamento à AFP. A pessoa, que se recusou a revel sua identidade, disse ter visto a cena de seu escritório.
Os deputados foram confinados no Parlamento, antes de o edifício ser evacuado.
"Escutei tiros e logo imaginei que era algo grave", declarou à AFP Richard Jones, gerente de um bar localizado perto do Parlamento.
Segundo os primeiros elementos da investigação, o homem agiu sozinho.
Reunião de crise
A primeira-ministra Teresa May discursava ante os parlamentares britânicos no início da tarde, mas o porta-voz do governo se recusou a confirmar se ela ainda estava no Palácio de Westminster ou nas proximidades quando ocorreu o ataque.
A premiê irá presidir esta noite um gabinete de crise para discutir o ataque, indicou uma porta-voz do governo.
As primeiras reações internacionais ao ataque começavam a surgir. O presidente americano, Donald Trump, telefonou para May, segundo o porta-voz da Casa Branca, que afirmou "condenar o ataque de Westminster que o Reino Unido considera um ato terrorista", assegurando Londres do pleno apoio de Washington.
Já a chanceler alemã, Angela Merkel, expressou seu apoio "aos amigos britânicos e a todos os habitantes de Londres".
Ela ressaltou ainda que "a Alemanha e seus cidadãos estão resolutamente ao lado dos britânicos na luta contra toda a forma de terrorismo".
Já o presidente francês, François Hollande, expressou solidariedade e apoio aos britânicos.
"Expressamos em nome da França toda a nossa solidariedade e todo o nosso apoio ao povo britânico e à primeira-ministra Teresa May", declarou o chefe de Estado em um breve discurso, acrescentando "o terrorismo atinge a todos nós. A França, que foi atingida recentemente, conhece o sofrimento do povo britânico hoje".
No Parlamento escocês em Edimburgo, os debates sobre o referendo da independência foram suspensos após o anúncio do incidente em Londres.
Uma autoridade da segurança afirmou que a Polícia escocesa estava revendo a segurança em Holyrood, o bairro de Edimburgo onde o Parlamento escocês está localizado.
A Scotland Yard anunciou no início de março que os serviços de segurança britânicos tinham "frustrado treze tentativas de ataque terrorista desde junho de 2013" no Reino Unido.
O nível de alerta terrorista no Reino Unido foi elevado desde agosto de 2014 a "grave", o quarto em uma escala de 5.
Após os ataques de novembro de 2015 na França, a Polícia anunciou a mobilização de mais 600 policiais armados em Londres, elevando o total a 2.800.

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