terça-feira, 9 de dezembro de 2014

XICO DE PAULA

Ficou decidido: PT não vai ocupar cargos no governo Pezão



Em uma votação apertada — 32 a 28 — o diretório do PT do Rio aprovou no final de semana uma postura de “independência crítica” em relação ao governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB). Os delegados aprovaram o documento que proíbe qualquer filiado petista de ocupar cargos no governo Pezão, já que fará oposição à atual gestão. Liderado pelo presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, o grupo venceu o documento proposto pela turma do deputado estadual André Ceciliano, defensor de uma frente de “apoio com independência” à gestão peemedebista. (fotos)

O evento político contou com a efetiva  presença de vários militantes dos diretórios do Estado do Rio. O  vereador Igor Sardinha da cidade Macaé, compareceu liderando vários simpatizantes do partido.


  "A Reunião do Diretório Estadual do PT-RJ encerrada nesse momento com importante deliberação. Conseguimos aprovar, por maioria absoluta dos membros do diretório, que o partido não irá fazer parte da administração e de base de apoio do governo de Pezão.Todo filiado está proibido de fazer parte do governo. Como disse o presidente estadual do PT, Quaquá (foto), chega de submissão e subserviência ao PMDB. Daremos continuidade na construção de um projeto de esquerda, progressista e popular para o Rio". Disse Quaquá


Apesar da decisão, Quaquá afirmou aoa h jornalistas  que, a pedido do ex-presidente Lula, vai procurar Pezão para dialogar. E garante que o PT estadual, que elegeu seis deputados, a quarta maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), não fará “oposição raivosa”:

— Nenhum filiado poderá ocupar cargos no governo Pezão. Somos oposição, mas não vamos fazer política agressiva. A pedido do presidente Lula, eu vou procurar o Pezão para ter diálogo. Já bebi cachaça na casado Pezão, não nos importaremos em beber de novo. Mas queremos discutir política.

No início da reunião, que durou quase cinco horas, na qual mais de vinte delegados pediram a palavra para discursar, tudo se encaminhava para a aprovação de um documento único, onde constaria a posição de independência, mas com diálogo com o governo. Não entraria por escrito no documento, por exemplo, a proibição a petistas de ocuparem cargos no governo. O grupo mais alinhado à Pezão, porém, encabeçado pelo deputado Zaqueu Teixeira, não quis ceder e minou o acordo que estava sendo costurado.

— O partido saiu rachado. Todos reconhecem que o Pezão é uma figura importante, mas levamos em consideração que tivemos um candidato na última eleição. Não é fácil tomar uma decisão de apoiar um governo onde até ontem tínhamos candidato contra — disse Ceciliano, acrescentando que, para a Alerj, “não muda nada”.

Líder do PMDB na Alerj, o deputado Domingos Brazão criticou a decisão do diretório petista. Ele disse não acreditar que essa posição vá se concretizar:

— Não acredito que na prática isso vá se dar. A maioria dos deputados da Alerj hoje tem maturidade suficiente para saber que o caminho não é esse, e que PT e PMDB estão há muito tempo trabalhandojuntos.

No PMDB, há quem acredite que os petistas estão querendo “se convidar” para o governo Pezão, para o qual, dizem, sequer foram chamados.

A determinação do PT fluminense abre caminho para uma posição independente do partido na disputa pela prefeitura em 2016. O partido já cogita, num futuro próximo, romper com o governo Eduardo Paes:


— Agora, é começar a discutir o rompimento do PT com o PMDB da capital. Há hoje um grupo grande de militantes traçando essa estratégia para termos candidatura própria em 2016. Por isso, não podemos estar tão alinhados a esses governos — explicou o vereador Reimont.
Sobre 2016, Quaquá é enfático:

— Está muito longe ainda, mas o PT não pode mais ter uma posição desqualificada no governo do Eduardo Paes. O PT não quer mais discutir cargo e boquinha, não se vende mais por cargo
Ficou  decidido:  PT  não vai ocupar cargos no governo Pezão

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