sexta-feira, 15 de abril de 2016

INFRAESTRUTURA

Dragagem do Porto de Santos contará com R$ 369 milhões

Transporte

“A manutenção em 15 metros garante o acesso ao canal de navegação a todos os perfis de embarcação", disse o ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho
por Portal BrasilPublicado14/04/2016 19h30Última modificação14/04/2016 19h21
Foto: Ed Ferreira/SEPO ministro Helder Barbalho durante assinatura de contrato de dragagem do Porto de Santos, com Claudia de Carvalho Alves, diretora administrativa da EEL Infraestrutura
O ministro Helder Barbalho durante assinatura de contrato de dragagem do Porto de Santos, com Claudia de Carvalho Alves, diretora administrativa da EEL Infraestrutura
As obras de dragagem no canal de acesso ao Porto de Santos, o maior da América Latina, receberão investimento de R$ 369 milhões. O contrato foi assinado nesta quinta-feira (14) pelo ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), Helder Barbalho, com a empresa EEL Infraestruturas Ltda. A ação terá prazo de 17 meses.
“Com estes investimentos, asseguramos a operação plena do porto e acenamos para os que estão investindo que devem continuar investindo porque estamos garantindo o ambiente adequado para que essas operações tenham pleno sucesso”, disse o ministro Helder Barbalho.
A intenção da EEL é fazer os projetos em três meses e, após isso, em 40 dias, mobilizar as máquinas para iniciar a execução da dragagem, disse a diretora administrativa da empresa, Cláudia de Carvalho Alves.
As obras de dragagem do contrato assinado nesta quinta-feira são essencialmente para manutenção dos canais externo e de acesso ao porto. A manutenção é necessária para conter o assoreamento natural dos canais de acesso, bacias de evolução e berços de atracação, que acontece de forma progressiva. Assim, será mantida a profundidade de 15 metros de ambos os canais, que recebem majoritariamente os navios New Panamax, que têm 13,2 metros de calado.
“A manutenção em 15 metros garante o acesso ao canal de navegação a todos os perfis de embarcação que ali operam”, disse o ministro.
A preservação das condições de navegabilidade dos acessos aos portos garante mais competitividade aos produtos nacionais, pois permite a diminuição dos custos de frete, do tempo de permanência dos navios no porto e da capacidade ociosa das embarcações.
Quando o porto perde a profundidade dos canais de acesso, os navios passam a ter que atracar 'aliviados', ou seja, com menos peso, gerando os fretes mortos, isto é, o pagamento dos espaços vazios dos navios. Em média, os navios que aportam em Santos têm capacidade de 8 a 10 mil TEUs (unidade que representa o tamanho médio de 20 pés para os contêineres).

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