quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mar avança e estrada é fechada entre Xexé e Açu

Publicado em 06/01/2015


Divulgação
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Carros foram retirados pelos veículos da Defesa Civil da Prefeitura de Campos na praia

O rápido avanço do mar no litoral entre os municípios de Campos e São João da Barra resultou na erosão de trecho da estrada que liga a localidade do Xexé, na praia do Farol de São Tomé ao distrito sanjoanense do Açu. Devido à destruição da estrada, na curva situada nas proximidades da Ponte sobre o Rio Açu, em Maria Rosa, a Defesa Civil de Campos interditou a estrada nesta terça-feira para evitar acidentes, como queda de veículos no mar. Autoridades das áreas operacionais da Prefeitura de Campos, e técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram acionados. Motoristas que estiverem no Farol, com destino ao Porto do Açu, tem como caminho alternativo a RJ-216, entrando em Baixa Grande, na rodovia municipal, que liga o distrito à localidade de Capela de São Pedro, onde tem acesso novamente à estrada litorânea.

Veículos traçados a Defesa Civil e do Inea retiraram carros que se arriscaram na travessia sobre o elevado banco de areia na estrada e ficaram presos. No final do dia da última segunda-feira, devido ao comprometimento do leito da estrada, os secretários da Defesa Civil, Henrique Oliveira, e de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, Edilson Peixoto, acordaram em utilizar uma máquina ontem pela manhã, para amontoar areia na estrada, próximo da ponte. "A medida visa impedir que motoristas tentem ultrapassar o ponto de bloqueio e sejam vítimas de acidente por imprudência, tendo em vista o iminente risco de desabamento", explica o major Pessanha, subsecretário da Defesa Civil, em Campos, que esteve com equipe do órgão e técnicos do Inea. Ele informou que venta muito no local e os trabalhos com a máquina na tarde e noite de segunda-feira, implicariam risco para motoristas de caminhões bem como para o operador da máquina pá mecânica.

O secretário de Defesa Civil afirma que já estão sendo adotadas medidas emergenciais e, em seguida, será discutida a situação com a comunidade acadêmica, tendo em vista que, neste momento, não existe alternativa para frear o avanço do mar. "A solução nos remete à construção de enrocamento naquele trecho, mas essa alternativa é de elevada complexidade técnica. Há necessidade de estudo hidrológico, ações que não são de competência dos municípios, porque ali, na orla, decisões dessa natureza competem à Marinha e ao Ibama", detalha Oliveira.
Fonte : O DIÁRIO - 06-01-2014

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