quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE, AGRICULTURA E PESCA, DEFESA CIVIL E GUARDA AMBIENTAL COMBATEM INCÊNDIO EM QUISSAMÃ

ESCRITO POR COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO EM . PUBLICADO EM MEIO AMBIENTE, AGRICULTURA E PESCA

ÁREA QUEIMADA É DE CERCA DE 6 HECTARES ENTRE CANAVIAL E MATA

Foto: Adilson dos SantosSecretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Defesa Civil e Guarda Ambiental combatem incêndio em Quissamã - foto: Adilson dos SantosUm incêndio nas proximidades da localidade de São Domingos, em Quissamã, destruiu cerca de 6 hectares de canavial e parte da mata de São Miguel. A secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca (SEMAP) junto com a Defesa Civil Municipal e a Guarda Ambiental tomou as devidas providências para combater o fogo. A hipótese é de que a ação tenha origem criminosa, pois o fogo teria iniciado na cana e adentrou a mata.
Nos 2 hectares da mata atingidos foram feitas barreiras com utilização de água para conter o fogo. A área que pertence à Fazenda São Miguel, possui espécies de fauna e flora da mata atlântica como aves, gaviões, répteis e macacos bugios. Uma fêmea dessa espécie foi encontrada morta em consequência do ocorrido. Muitas das árvores queimadas são nativas como: angico (popularmente conhecido como monjolo) e outras que são ainda, madeira de lei: cedro, canela, sucupira, pérola de campos, angelim, Gonçalves Alves, cerejeira, jacarandá, jequitibá, sapucaia, imbirema, inhaíba e roxinho.
Foto: Adilson dos SantosSecretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Defesa Civil e Guarda Ambiental combatem incêndio em Quissamã - foto: Adilson dos SantosDe acordo com o biólogo da SEMAP, Luiz Antônio Fernandes, a área atingida é uma formação da mata atlântica rara no Estado do Rio, uma vez que só existe em região de baixada (tabuleiro), que atualmente restam poucos fragmentos, devido a ocupação por plantio de cana-de-açúcar desde meados do século XVII.
O Tenente Bombeiro Amaro Garcias, que atuou na ação, explicou que outro fator foi preponderante para que não houvessem maiores proporções. “Apesar de termos nos empenhado muito para controlar as chamas e evitar maiores danos ao meio ambiente, dois fatores naturais nos ajudaram, o vento fraco e o sereno da noite, pois isso minimizou a proliferação do fogo. Foi muita sorte”, relatou.
O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Jorge da Penha, acompanhou os trabalhos no local e declarou que a fiscalização já foi intensificada. “Qualquer foco de incêndio pode se transformar numa catástrofe, especialmente nesse período de seca. Esse ecossistema, por exemplo, vai demorar anos para se regenerar. Em ação conjunta, a secretaria (SEMAP), a Defesa Civil e a Guarda Ambiental ampliaram a fiscalização, e quem for pego praticando atos criminosos contra o meio ambiente sofrerá as penalidades previstas na legislação”, concluiu.

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