HANDEBOL
Confiante, técnico da Seleção Feminina da handebol sonha com a medalha olímpica
Equipe está na Áustria para treinamentos e em seguida disputará um torneio amistoso na Noruega
Após a conquista inédita do Mundial Feminino de Handebol no comando da Seleção Brasileira em 2013, na Sérvia, o dinamarquês Morten Soubak não esconde que ainda almeja colocar a Seleção Brasileira feminina mais uma vez na história, mas desta vez com uma medalha olímpica. Depois de ficar na expressiva sexta colocação em Londres, em 2012, a melhor posição de todos os tempos do handebol brasileiro em Jogos Olímpicos, o treinador espera mais uma marca inédita à frente da equipe do Brasil.

- Morten Soubak, durante os Jogos Olímpicos de Londres 2012: depois do 6º lugar na Inglaterra, ele quer o pódio no Brasil. Foto: Getty Images
Passado o Mundial da Dinamarca, em dezembro de 2015, quando a equipe ficou na nona colocação, após ser eliminada nas oitavas de final pela Romênia, o foco da Seleção está voltado totalmente para os Jogos Olímpicos. “Nosso pensamento, claro, é conquistar uma medalha, mas teremos que treinar e batalhar muito para isso”, afirmou o Morten.
Para chegar bem preparada ao Rio de Janeiro, a Seleção Feminina ainda terá meses cheios de atividades até agosto. A equipe já está na Europa para treinamentos na Áustria e logo em seguida embarca para um torneio amistoso na Noruega ao lado da seleção campeã olímpica e mundial, Espanha. A Alemanha também participará. “Vamos aproveitar essas duas semanas internacionais e unificar em uma grande fase de treinamentos com a disputa de um torneio na Noruega no final. Depois, ainda temos mais três datas para realizar treinos e amistosos internacionais. Acredito que chegaremos muito bem preparados aos Jogos Olímpicos", declarou o treinador.
O caminho para até a medalha não será nada fácil. De acordo com Morten Soubak, o panorama dos Jogos Olímpicos será o mesmo do Mundial da Dinamarca, com muitas equipes fortes e de mesmo nível técnico. “Ainda não sabemos quem são todas as seleções classificadas, mas arrisco dizer que 10 das 12 equipes terão chances de medalha. Por isso, temos que entrar em quadra com foco total. Os jogos serão decididos no detalhe, assim como foi no Mundial”, ressaltou.
Apesar de ter saído nas oitavas de final no último Mundial, o dinamarquês descartou fazer grandes mudanças na equipe e mostrou confiança no potencial da Seleção. “Vamos continuar com o nosso estilo. Temos apenas que ajustar alguns detalhes e ver o que podemos melhorar. Não teremos grandes surpresas na parte tática, até porque não há muito tempo para isso. Mas temos totais condições de alcançar o pódio”, encerrou.

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