Grito dos Excluídos marca o Dia da Independência
7/9/2014 14:28
Por Redação - de São Paulo
Por Redação - de São Paulo
No dia da Independência do Brasil, a passeata do Grito dos Excluídos reuniu mais de 600 pessoas na capital paulista. O grupo caminhou da Praça da Sé e chegou, por volta do meio dia, ao Largo do Café, na região central da cidade, onde foi encerrado o ato. Esta é a 18ª edição do Grito em São Paulo e tem como tema a questão da criminalização das manifestações.
De acordo com Paulo César Pedrini, coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo e integrante da organização, o lema é ocupar ruas e praças na luta por direitos. “Em São Paulo, a gente resolveu priorizar três eixos: a criminalização do movimento sindical e social, o direito de greve e também a questão da água, que há muito tempo não se investe seriamente.”
O ato tem participação das pastorais sociais da Arquidiocese de São Paulo, das centrais sindicais, entre outros movimentos sociais.
– O significado aqui é denunciar a exclusão social presente no nosso país. A falta de saúde, de educação, de moradia – disse Pedrini.
Representantes de comunidades indígenas paulistanas também integraram a passeata. Segundo o índio Salvador, da etnia Kaimbê, que tem 1,2 mil integrantes vivendo em uma aldeia da região de Heliópolis, zona sul, os povos indígenas buscam defender seus direitos.
– Nós viemos aqui para representar a nossa aldeia, mas as outras etnias também. Estamos reivindicando melhorias para nós. Reivindicamos saúde, transporte, escola para os nossos filhos. Somos muito discriminados. Reivindicamos também a demarcação das nossas terras – afirmou.
Plebiscito
Dom Pedro Luiz Stringhini, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, afirma que o Congresso Nacional representa hoje os mais ricos e não as classes populares, por isso, não tem interesse em realizar a reforma política, como propõe o Plebiscito Popular em marcha.
– É preciso uma Constituinte à parte e autônoma, como também mobilização popular – pontua.
O Grito dos Excluídos deste ano busca protestar contra a repressão do Estado durante as manifestações de massa que aconteceram em junho do ano passado e fortalecer as lutas de 2014, por isso o tema “Ocupar Ruas e Praças por Liberdades e Direitos”.
O movimento foi organizado por lideranças católicas em 1994 e reúne hoje diversos movimentos sociais, sindicatos e entidades que lutam por segmentos desfavorecidos. É uma manifestação popular que acontece durante a chamada Semana da Pátria, que antecede o feriado de 7 de Setembro. As manifestações buscam fortalecer movimentos sociais e questionar o patriotismo que costuma ser praticado no dia da independência do Brasil.
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