Posted: 05 Sep 2014 03:54 PM PDT
A primeira ação do governo federal integrando várias forças de segurança surpreendeu positivamente, segundo avaliação doministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele apresentou nesta sexta-feira (05) os resultados da Operação Brasil Integrado, que contou com apoio de quatro Centros de Comando e Controle Regionais usados na Copa do Mundo de 2014.
“Tenho a convicção de que, se o Brasil integrar as forças de segurança, nós iremos para um outro patamar de segurança pública no País”, afirmou Cardozo em apresentação de resultados sobre a Operação. Foto:Isaac Amorim/AG:MJ.
Realizada por três dias (2,3 e 4 de setembro) em nove estados do Nordeste, a Operação resultou na apreensão de 5,2 toneladas de explosivos, 1405 munições, 107 armas de fogo e 166 veículos, além de 374 prisões. Três quadrilhas foram desarticuladas. Comparando o mesmo período com o ano passado, houve redução de 98,63% no número de roubos a banco, queda de 25,23% no número de homicídios dolosos e 32,20% no de roubo veicular.
Para o ministro Cardozo, a União precisa induzir políticas e planificar as ações. Ele considerou que o êxito se deveu principalmente pela integração.
“Tenho a convicção de que, se o Brasil integrar as forças de segurança, nós iremos para um outro patamar de segurança pública no País. Tenho convicção disso, falava isso antes da Copa, vimos durante a Copa e falo depois”, afirmou o ministro.
Na Operação foram envolvidos 9.291 agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Exército, trabalhando em esquema semelhante ao executado na Copa. No total foram realizadas mais de 67 mil abordagens e 984 barreiras policiais, todas com base em informação de inteligência e com respeito às leis e aos Direitos Humanos.
A ideia é aprofundar a integração para tornar a operação permanente e nacional. Cardozo disse que o Orçamento de 2015 prevê a criação de centro de controle em todas capitais brasileiras. Hoje são 12, localizadas nas cidades-sede da Copa. O ministro afirmou que tratará do assunto com Ministério Público e magistrados para aprofundar a colaboração e criar uma política de Estado na Segurança Pública.
“Em geral, constatamos como os policiais se sentiram bem e à vontade com outras polícias fazendo ações juntas, integradas, conversando cotidianamente. Isto realmente é um rompimento de paradigma. Se nós continuarmos com essa política, e vamos continuar, nós teremos, pela primeira vez na história do Brasil, uma política de Estado na área segurança pública, onde a União entra integrada com todas as forças policiais estaduais”.
Ele aponta que a ação conjunta parte de uma melhora da gestão pública no setor e aumenta o potencial de atuação das forças de segurança.
“Não podemos imaginar que a União deva ter só o papel de repassador de recursos, isso é errado. Temos que induzir políticas, temos que participar, planificar, ter toda essa ação integrada. E é isso que estamos fazendo. Se tudo der certo, acredito que no final de 2015 estaremos aptos a ter operações nacionais de envergadura, envolvendo todos os estados brasileiros”, defendeu.
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